A cada dia que passa, os meios de comunicação evoluem, e toda a nossa sociedade se vê mais e mais interligada. Chegamos a um ponto em que os media, são essenciais para o funcionamento da sociedade, mas em que sentido? Que papel é que desempenham e o que os faz tão importantes?
A comunicação é um fator presente em todos os setores da sociedade moderna, desde o entretenimento, até à política. É também essencial para a convivência humana, sendo uma ferramenta de ligação, partilha e construção de conhecimento, e mesmo com o desenvolvimento digital que tem acontecido nas ultimas décadas, a verdade é que sempre foi assim, apenas se mudaram os métodos de como o fazemos.
Veremos como a comunicação influencia a sociedade atual, olhando para alguns temas relevantes que fazem sociedade atual ser como é.
Política
Neste momento, Portugal prepara-se para as eleições autárquicas, e é evidente o aumento de conteúdo político que nos chega, não só pelos meios mais tradicionais, mas também pelas nossas timelines. Muita gente acredita que o jornalismo e os meios de comunicação representam o 4º poder do Estado Democrático que rege a sociedade. E esta expressão não é por acaso, os media têm, de facto, a capacidade de influenciar a opinião pública, moldando os nossos pontos de vista sobre candidatos, políticas e ideologias.
Sendo este um tema de extrema importância, é urgente que os meios de comunicação desempenhem um papel exemplar, sendo claros na mensagem que pretendem transmitir e, acima de tudo, mantendo-se imparciais. No entanto, essa imparcialidade tem-se tornado algo cada vez mais difícil de garantir, e as redes sociais são, em grande parte, o principal culpado.
As redes estão-se a tornar a plataforma de campanha favorita dos candidatos e partidos, pois são pouco dispendiosas, não precisam de grande planeamento e iludem os eleitores com um falso sentimento de proximidade, porém com estes benefícios, vem agregado um enorme problema que nos afeta a todos, a desinformação. Devido à pouca filtragem (ou até à total ausência dela) das redes sociais, é fácil que qualquer pessoa contribua para a difusão de fake news, ameaçando a democracia e pondo em causa a competência e credibilidade dos candidatos.
Com isto, podemos perceber que a comunicação tem um papel determinante na forma como vivemos e participamos ativamente na política. Enquanto cidadãos, temos o dever de desenvolver um olhar crítico sobre o conteúdo a que somos expostos, e que partilhamos, de modo que a informação se continue a basear na ideia de liberdade, e não na de manipulação.
A Globalização
Se houve algo que nunca parou de evoluir, foram os meios de comunicação. Passamos de comunicar através de desenhos nas paredes e sinais de fumo, para a utilização de máquinas que nos cabem no bolso e fazem chegar as nossas mensagens de forma instantânea. Este desenvolvimento, que fez com que tudo ocorresse à velocidade da luz, culminou num fenómeno a que chamamos Globalização.
Tudo está ao nosso alcance graças a esta era digital em que vivemos. Notícias que vêm do outro lado do mundo são-nos transmitidas em tempo real, bastando um clique para partilharmos uma opinião, uma imagem ou um comentário com alguém do outro lado do planeta, fazendo-nos sentir parte de uma verdadeira aldeia global.
Contudo, não podemos esquecer alguns problemas que surgem com este fenómeno. Com a globalização, tende-se a uniformizar comportamentos e valores, fazendo com que algumas identidades culturais se percam no meio de tantas influências externas. Para além disso, a globalização não é bem global... Existem tantas comunidades que são deixadas de fora por não terem os meios necessários para se conectarem, até porque no fundo, as regiões mais interligadas continuam a ser apenas a Europa e a América do Norte.
Ainda assim, não podemos negar que a globalização, impulsionada pela comunicação, transformou por completo o funcionamento do mundo. Cabe-nos tirar o melhor partido desta ligação global, usando a comunicação de forma consciente, crítica e responsável.
Cultura e Entretenimento
Outro grande papel da comunicação hoje em dia, é a difusão da cultura, muitas vezes em forma de entretenimento. Projetos como filmes, séries, livros, etc. podem parecer que apenas existem para nos distrair, mas a relevância de algumas destas produções é inegável.
Certas peças de entretenimento viraram fenómenos culturais que marcaram gerações, e não só se deve à sua qualidade, mas também à partilha e difusão feita pela audiência, a melhor estratégia de marketing, que os produtores e publicistas adoram. E agora com as redes sociais, isso não poderia ser mais verdade.
Grandes exemplos disso são: o filme Pulp Fiction do realizador Quentin Tarantino, que apesar de ter estreado na década de 90, ainda hoje se veem emoldurados os posters do filme nos quartos dos jovens; a saga de livros Harry Potter, da escritora J.K. Rowling, continua a ser o primeiro livro que muitas crianças leem por completo, sem serem obrigadas; e mais recentemente o álbum BRAT da artista Charli xcx, que provou à indústria da música que jogar pelo seguro não é rentável, entregando um projeto audacioso, hedonista e ousado, que consequentemente tornou a linha entre o underground e o mainstream infinitamente ténue.
Para além disso, as artes sempre foram um meio de escape, para artistas exprimirem as suas indignações para com a sociedade, regimes políticos, etc. muitas vezes sendo impulsionadoras de revoltas e mudanças de mentalidade.
Por mais secundário que o papel do entretenimento nas nossas vidas possa parecer, não podemos deixar de valorizar o seu impacto, pois nem sempre é uma distração, é a prova de que a sociedade está a mudar à frente dos nossos olhos.
Conclusão
Com esta reflexão, podemos chegar à conclusão de que a comunicação é o fio que liga todos os aspetos da sociedade. É através dela que partilhamos informação e ideias, criamos laços, participamos na vida política e impactamos a cultura, comunicar é compreender e transformar o mundo à nossa volta. Numa era em que a informação circula à velocidade da luz, torna-se essencial usar a comunicação com responsabilidade, senso crítico e consciência do seu poder.
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